quarta-feira, 14 de março de 2012
Gata em pele de onça
Essa neguinha aí é de fazer o vivente assinar a ficha de qualquer partido.
Até mesmo do PCB, onde os militantes continuam comendo criancinhas!
Com este verdadeiro monumento que simboliza o exotismo e o erotismo da natureza amazônica, inauguramos a coluna “A Boazuda do Candiru”, que vai trazer semanalmente uma potranca pra você limpar a vista e ficar doidão.
As garotas interessadas em participar da coluna, devem comparecer à redação do jornal e falar com o fotógrafo Carlão Dias, que vai escolher a dedo as mais fofinhas.
Ah, sim, queremos pedir desculpas ao Ibama por ter sacrificado a onça pra cobrir a gata.
Foi a única forma que encontramos de cutucar a onça com vara curta!
(matéria publicada na página 5 do Candiru nº 2, em abril de 1995)
Faz escuro mas eu canto, diz vereador João Torres
Depois de esperar por longos 35 anos para, finalmente, conseguir um mandato, o vereador João Torres arrancou o cabacinho da tribuna na semana passada, quando fez eu primeiro pronunciamento na Câmara.
O primeiro pronunciamento é como sutiã, nobre vereador Jorge Maia! – afirmou Torres, encarando o líder da sua bancada.
Como sutiã? Que é isso, nobre vereador, nos respeite! – exigiu o vereador machão Jorge Maia.
A gente nunca esquece! – completou João Torres, arrancando gargalhadas dos populares que estavam na galeria.
A estreia de João Torres na tribuna da Câmara aconteceu em grande estilo.
O vereador solicitou à mesa para falar apenas no Grande Expediente porque queria abordar um assunto muito sério.
O fato despertou a curiosidade da imprensa e da Mesa Diretora, que já andava preocupada com as participações de Torres nas discussões em plenário.
É sério mesmo, vereador? – quis saber o presidente Bosco Saraiva.
Homem... e eu vou esperar 35 anos para ocupar uma tribuna e falar besteira, vou? – irritou-se João Torres.
No horário combinado, o presidente da Mesa anunciou:
Com a palavra o vereador João Torres.
E lá se foi o vereador Torres, todo serelepe, fazer seu primeiro pronunciamento.
Arrumou o nó da gravata, prendeu os óculos na ponta do nariz, ajeitou o microfone a sua altura e arregaçou:
Desculpe, viu, senhor presidente, mas vou puxar aqui meu improviso de 15 laudas! – avisou o vereador, sacando do bolso uma pilha de papel.
Senhor presidente, senhores vereadores que compõem a mesa diretora, companheiros concursados da administração municipal, senhores estagiários e comissionados, dona Raimundinha do cafezinho, José Arlindo, meu motorista, Waldir Bofetão, meu segurança, povão da Cachoeirinha que está ali no canto, meu filho Junior – que se tivesse vindo de paletó tinha conseguido entrar no plenário – ilustres confrades da imprensa escrita, falada, televisionada e recortada com gilete, minhas senhoras, meus senhores, minhas crianças...
Excelência, vá logo ao assunto pelo amor de Deus, mano velho! – interrompeu o vereador Raimundo Furtado.
Calma, vereador, vossa excelência tenha paciência que eu também vou falar no nome de todos os colegas...
Não!!! Pelo amor de Deus, vereador, vá direto ao assunto – apelou o presidente Bosco Saraiva.
Tá bom, tá bom! – concordou João Torres, meio contrariado.
E continuou:
Amigos da situação, amigos da oposição e amigos indecisos que não têm mais nem partido... Viu como eu falei em todo mundo, nobre edil e companheiro de bancada Raimundo Furtado?
Ai, meu cacete, fala logo, homem, desembucha! – resmungou Raimundo Furtado, 1º Secretário da Mesa Diretora.
Torres continuou.
O que eu quero dizer é que a cidade não suporta mais os desmandos da Eletronorte. Ontem, por exemplo, só na minha casa, por três vezes a luz foi...
Neste exato momento, a Câmara Municipa inteira ficou na mais completa escuridão.
João Torres continuou o discurso, mesmo sem som no microfone:
Meus nobre colegas, queiram me desculpar, mas eu estou tão emocionado que a minha vista escureceu!
Emocionado uma ova, João! A Eletronorte acabou de cortar a luz da Câmara – avisou o vereador serafim Corrêa, tateando a mesa atrás de seus óculos.
Viu como eu sou um vereador que só fala a verdade! – avisou João Torres, tropeçando em uma cadeira.
A Eletronorte não quis se pronunciar a respeito.
(matéria publicada na página 7 do Candiru nº 2, em abril de 1995)
Ecologistas decidem soltar a franga
Reunidos na 24ª Conferência Mundial sobre o Meio-Esquisitão, os militantes politicamente corretos e sensíveis do PV (Partido do Velhojererê, segundo Gabeira) decidiram aprofundar até o cabo as divergências ideológicas sobre o tipo de droga que dá mais barato: chá do daime em jejum ou fanta laranja com kikão e ketchup da Arisco depois de uma lauta feijoada.
Os qualiras, quer dizer, os militantes verdes estavam divididos em várias facções:
Ecochatos – Aqueles que não admitem o uso de Neocid ou qualquer outro defensivo agrícola nas matas pubianas.
Ecoxiitas – Aqueles que defendem a biodiversidade sexual entre legumes do mesmo sexo desde que a relação seja consentida.
Ecosunitas – Aqueles que acreditam na reencarnação das espécies vegetais e minerais na quinta lua de Jupiter ou em um dos anéis de Saturno.
Ecobundistas – Aqueles que defendem o sexo anal como único contraceptivo verdadeiramente natural e de eficiência comprovada.
Ecopuristas – Aqueles que culpam o consumo exagerado de repolho, sopa de missô e ovo cozido como a verdadeira causa dos gases tóxicos que poluem o planeta.
Ecovigaristas – Aqueles que conseguiram se safar do escândalo do “colarinho verde” na Suframa pagando seus advogados com “verdinhas” do Tio Sam.
Ecovaselinas – Qualquer um que não se alinhasse com as facções anteriores.
Depois de muito arranca-rabo e puxões de cabelos para aprovarem suas propostas, os boiolas, quer dizer, os militantes verdes ficaram bastante divididos na plenária: a parte de cima achando que leite de magnésia com lacto-purga é muito bom pra quem quer se soltar um pouco, e a parte de baixo achando que tanga de crochê ainda dá pra encarar, mas que canga de pelúcia, sinceramente, é o fim da picada.
Após novas discussões e muitas trocas de sapatadas de salto agulha, os baitolas, quer dizer, os militantes verdes soltaram um manifesto parecido com um peido para a população, com o seguinte teor:
Chega de mata queimada. Viva o mato queimado.
Chega de dar tapa escondido. E já que tocamos no assunto, a gente vai apertar, mas não vai acender agora.
Chega dessa vida de cachorro que quer ganhar um osso.
Se continuarem a nos perseguir e discriminar, a vaca vai pro brejo.
Pelo direito de apertar um baseado cheio de camarão sem excitar as forças da repressão!
Pelo direito de soltar a franga em praça pública ou de afogar o ganso em igarapés sem olhares de desaprovação!
Chega de preconceito no pré-coito: nossos corpos nus pertencem!
Que a população civil organizada coloque no pau de arara todo reacionário que ousar nos impedir de esconder a cobra ou botar as aranhas pra brigar.
Chegou a hora de a gente soltar os bichos!
Pelo direito de ir e vir, ir e vir, ir e vir, ah, meu deus, como é bom esse troço, credo...
Pelo que a repórter Malu Mala conseguiu apurar, o militante do PV é um animal solitário, doce e meigo, de hábitos sociais e sexuais meio difusos e, a exemplo dos conselheiros do Tribunal de Contas do Município, também está ameaçado de extinção.
Só vocês podem salvar essas criaturazinhas indefesas.
Nós não, que ninguém aqui é chegado.
(matéria publicada na página 15 do Candiru nº 2, em abril de 1995)
Droga de advogado diz que violência é uma droga
Por Malu Maia
Para o advogado Roberto Dinamite Alexandre, ser suplente de vereador é uma violência urbana e uma grande droga, mas na verdade a violência urbana está diretamente relacionada com o consumo de drogas, tais como shows, discos e fitas K-7 de músicos locais.
Segundo o Dr. Roberto, a qualidade dos produtos é tão ruim que leva muitos jovens a cometer crimes hediondos.
Por isso, ele não admite em hipótese alguma que o governo legalize o polo cinematográfico do amazonas sob pena de a produção de droga ficar totalmente fora de controle e gerar ainda mais violência entre os cineastas que não conseguirem financiamento para suas obras de arte.
Ele acredita que as autoridades policiais deveriam intensificar ainda mais o combate aos artistas amazonenses, como forma de conter a violência, principalmente a praticada por poetas marginais que andam pelos bares oferecendo livros mimeografados, ou a de alguns músicos obscuros que andam dando facadas nas pessoas pra conseguir algumas merrecas e pagar o aluguel do estúdio onde gravam aquelas “fitas escrotérrimas, cheias de ruídos e que eles chamam de produto artesanal”.
Pior do que isso só discurso do vereador Jorge Maia numa segunda-feira de manhã! – protestou.
Na opinião de Roberto Carlos Alexandre, a questão está na educação do povo para evitar que o mal se alastre e ganhe força.
O cidadão que pegar o filho adolescente fazendo expressão corporal ou lendo Bertold Brecht escondido no banheiro, tem que dar logo umas porradas no sacana, pra ver se ele larga o choco e desiste de ser artista. Sem contar que trabalhar em teatro é negócio de frango! – afirmou o advogado.
Dizendo que tudo na vida tem um lado bom, menos o último disco do Raízes Caboclas, o Dr. Roberto Marinho Alexandre sugere um debate com a participação da imprensa e da sociedade organizada, junto com autoridades e pessoas conhecedoras e interessadas no combate às drogas.
Principalmente as drogas letais, aquelas que idiotizam as pessoas e produzem energúmenos a dar de pau, e que são financiadas com dinheiro público, via Imprensa Oficial, disfarçadas de livros de poesia do Clube da Madrugada.
(matéria publicada na página 15 do Candiru nº 2, em abril de 1995)
sexta-feira, 9 de março de 2012
Xerife diz que violência já diminuiu no Amazonas (e quem discordar vai entrar na porrada!)
Não tem nem pra remédio: xerife Kid Klinger e delegado Sobrinho detonam mais uma galera
Por Fernando Ruins
A cidade está menos violenta. E quem não acreditar nisso vai levar muita porrada do Secretário de Justiça, Segurança Pública, Cidadania e o Cacete a Quatro (SJSPCCQ), Dr. Kid Klinger, conhecido na intimidade como “o Charles Bronson baré” pelo seu permanente desejo de matar.
O secretário aproveitou uma entrevista coletiva para mandar um recado aos delinquentes:
– Anota aí. Negócio seguinte, galerosos! Nós vamos endurecer ainda mais e botar no toco. Pra isso contamos com o apoio do delegado Sobrinho, do tio, da tia e da vovó, além de doses maciças de catuaba, amendoim e gemada de ovos de codorna em jejum!
Na avaliação do Secretário, a prova da diminuição da violência está nos noticiários dos jornais:
– As manchetes sobre crimes são de fatos isolados ocorridos no sul do país. Mesmo porque se algum repórter policial metido a besta conseguir entrevistar algum membro de galera aqui em Manaus será um sério candidato ao Prêmio Esso. E sabem por quê? Porque, anota aí, galera não tem mais nem pra fazer remédio, entenderam?
– Entendemos e muito bem! – respondeu a repórter do Candiru, Malu Mala, colocando a mão no pescoço, como se tivesse sentido o bafo frio de algum encosto em sua nuca.
A eficácia das polícias Civil e Militar, segundo o Secretário, poderia ser ainda maior se as corporações estivessem equipadas com caças F-23, tanques de guerra, caminhões de assalto, bateria antiaérea, lança-chamas, submarinos Nautilus, mísseis de longo alcance do tipo Tomahawk, helicópteros Comanche e um ou dois porta-aviões fundeados na baía do rio Negro “como estará em breve por iniciativa do governador”, adiantou o xerife.
Ele disse ainda que pode afirmar com certeza que “em Manaus não existem mais galeras organizadas, mas apenas alguns poucos bandidos fazendo frila e que em breve serão presos e enviados ao São João Batista, a única penitenciária de segurança máxima em que eu confio”.
– Lugar de marginal é no campo santo, de preferência enterrado de cabeça pra baixo pra não ocupar muito espaço! – explicou o xerife.
O Dr. Kid Klinger aproveitou para anunciar a construção de uma nova penitenciária anexa à Colônia Penal Agroindustrial Anísio Jobim, aquela que possui três presos em regime semiaberto e 756 funcionários para cuidar dos três vagabundos.
A penitenciária, segundo o projeto emendado pela ALE, terá 485 celas individuais, cada uma delas equipada com cama giratória, espelho no teto, banheira Jacuzzi com hidromassagem, ar condicionado, TV a cabo, piscina com cascata artificial, telefone celular, sala de vídeo, biblioteca e pista de dança.
Na área externa será construído um heliporto, uma sala de ginástica, duas quadras de tênis, pista de jogging, cassino, boate para 200 pessoas e um barzinho temático bem transado.
Indagado se os deputados não haviam legislado em causa própria ao emendarem o projeto de uma penitenciária comum e transformá-lo em um hotel cinco estrelas, o xerife foi enigmático:
– Ninguém sabe o dia de amanhã!
O xerife também está pensando em alugar o Palácio da Segurança, construído no governo do professor Mestrinho, para ser usado como cidade cenográfica do novo Polo Amazonense de Cinema (PAC), inaugurado por Joaquim Marinho.
É que a obra foi entregue só com a fachada.
(matéria publicada na página 14 do Candiru nº 2, em abril de 1995)
O mundo está solidário com o Candiru
Quando consultamos nosso tradutor, ele estava meio chumbado, mas parece que a tradução das bandeiras roxas aí é “Volta logo, Candiru!”
Forças ocultas tiraram violentamente o Candiru de circulação e enfiaram nosso editor, na marra, na mala de um carro para só o desembarcarem na ilha de Margarita.
Ele ficou por lá durante quase dez anos, bebendo, perdendo dinheiro em cassinos e emprenhando as nativas venezuelanas.
Até hoje ninguém entendeu o porquê dessa odiosa retaliação.
Não mexemos com quase ninguém e, temos certeza, nada fizemos para macular a honra das donzelas e cidadãos sérios de nossa cidade.
Mesmo assim fomos obrigados a sair de fininho, pois a bicuda do Candiru estava entortando pro nosso fiofó e ninguém é besta de ser ajumentado sem berrar.
Isso fica para os “bons cabritos”.
Não é o nosso caso.
No entanto, apesar de nosso editor está mais por baixo do que bunda de sapo, agradecemos os telefonemas, faxes e telegramas de solidariedade.
Também agradecemos as manifestações pro-Candiru realizadas na China, Cuba, Japão, Tailândia, Arábia Saudita, Rússia, Afeganistão e no município de Envira.
“Aê, aitolá, o Candiru vai nos salvar!”, berravam as mulheres árabes, confundindo o nosso simpático peixinho com orgasmo múltiplo
Veja agora alguns telegramas de solidariedade ao editor do Candiru:
“Meu garoto. Sei que o fechamento do Candiru foi brabo. Mas por aqui também lacraram a gente e eu aguentei a porrada.” (Elson Farias, presidente do TCM)
“Ex-camarada. Quando esses problemas enchem o saco, o melhor mesmo é comprar uma garrafa de Smirnoff. Não esquenta. Bota gelo!” (Bóris Yeltsen, manda chuva da Rússia e adjacências)
“Nunca fui muito com a cara desse pasquim, mas fechar ao jornal também já é demais” (Jorge Maia, vereador das Alvoradas e “adejacências”)
Mano velho, parabéns pela volta, mas esquece esse negócio de ressarcimento” (vereador Raimundo Furtado)
“Caboco, se manchete de jornal afetasse alguma coisa, eu não estava aqui no palácio” (governador Amazonino Mendes)
(editorial publicado na 2ª página do Candiru nº 2, em abril de 1995)
A estreia do colunista social mais folgado de todos os tempos
No 2º número do Candiru, lançado em abril de 1995, ocorria a estreia de nosso colunista social, o inimitável Bil, cuja coluna se intitulava “A Número Pum”. Curtam
Bil aumenta número de colunistas para 38
Não adianta, minha santa, jornal sem colunismo social não existe.
Daí que eu e meu xerimbabo Petit Raymundo estamos de volta para essa orgia que está sendo o colunismo social nesta city.
Não é por estar na minha frente não, mas pro governo de vocês, foram nos buscar em nossa house, lá no Mutirão, num fusquinha 78 super incrementado. Amei.
Eu ainda bati o pezinho, pois havia jurado que colunismo, jamé!, geeenntte!
O que eu peguei de xêxo dos meus anunciantes no ano passado, com aquela transformação de Cruzeiro Real para URV e depois para uma tal de UFIR não sei das quantas, não está no gibi.
– Não, Petit, eu não quero mais saber disso. Estou simplesmente e-xaus-to. Nem que eu tenha que vender din-din de cupuaçu na porta de my house, não quero mais saber de colunismo! – desabafei, enquanto lixava as unhas com escama de pirarucu.
– Que é isso, Bil. Estamos puxando uma cachorrinha danada. Nunca mais fomos chamados prum jantar, nada de passeio de barco, chá de dondoca, e até pra chegada da Kamélia este ano não mandaram convite. Foi um miserê tota. Pensa bem, bofe! – aconselhou Petit Raymundo doidinho para voltar ao high society.
– E o que tu querias, queridinho? A vida, meu nego, é uma eterna roda gigante. Um dia nós estamos em cima, outro dia nós estamos em baixo! – respondi.
Geeennnttte! Mudei de ideia rapidinho quando chegou a conta da Eletronorte. E num dia de chuva, quando eu ainda não tinha vendido um din-dinzinho sequer. Cruzes!
Tô de volta, hein? Agora somos apenas 38 colunistas em Manaus. Podem inventar colunáveis. Pleft! Ploft! Bingo!
Nem parece, mas o cano de descarga dessa bonita máquina já está batendo bronzina. Procura uma proctologista, santa!
Coisinhas miúdas de Paris
Olha, geeente! Eu simplesmente amo Parintins. Mas tem dias que chegam até o fax, fix e fox de Bil (tás pensando que é só tu que tens, ô Pratinha?) cada notícia de arrepiar os pentelhos. Espie só esta, minha santa.
Conta-me mon ami Flori Lins (não tem nada a ver com aqueles ouuutros Lins, entendeu?), que os japoneses estão adotando curumins parintinenses. Até aí nada de errado, já que os olhos puxados adoram coisinhas miúdas. Cala-te!
Mas acontece que o prefeito mon ami Raimundo Reis também parece ter sido adotado por uma nobre família nipônica, pois sumiu da ilha às vésperas de começar o fuá do boi.
Contam as más línguas que o alcaide até já recebeu um novo nome no Cartório de Registros: Nunka Taki.
Arre égua, meu!
Jaraqui da manhã
Meu jaraqui da manhã, com farinha do arini, pimenta e limão, eu traço com mon ami Eron Bezerra da Silva, do PC do B (Partido Camarada do Bezerra), que está arrancando os fios da barba para impedir a construção da BR-174. É que o deputado red está com medo de que os últimos meninos do Pecebão sejam atraídos pelas praias do Caribe, o paraíso dos pequenos burgueses. Geeente, lá só rola dólar! Se isso acontecer, o PC do B será reduzido a uma dupla tipo Jane & Erondi. God que te livre!
In
É convidar os amigos vips para uma peixada no mesmo dia em que o governador está anunciando que vai distribuir de graça 400 toneladas de peixe na Semana Santa.
Out
É ameaçar processar o Candiru e depois disfarçar, dizendo que tudo era brincadeirinha. Geeennnttte! Cês querem que eu tenha um troço, é?
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